nodiario.com»Notícias»OK, o usuário quer um título jornalístico baseado nas informações fornecidas. Vamos analisar: o título original é “alcolumbre sigilo lulinha” e a descrição é “Incêndios se avolumam, e Lula só assiste”. Preciso criar algo atraente, claro e otimizado para

OK, o usuário quer um título jornalístico baseado nas informações fornecidas. Vamos analisar: o título original é “alcolumbre sigilo lulinha” e a descrição é “Incêndios se avolumam, e Lula só assiste”. Preciso criar algo atraente, claro e otimizado para

A situação não é favorável para o início da campanha de Lula à reeleição, e o grupo próximo ao petista demora para reconhecer os fatores negativos e agir de forma unida, no governo e na política. Na verdade, esse time precisa de um coordenador e de alguém com influência sobre Lula. O que mais se ouve entre auxiliares e aliados é que ele tomará todas as decisões importantes, no seu tempo.

Enquanto isso, a CPMI do INSS vai se tornando na CPMI do Lulinha, o diálogo com o Congresso, já difícil, piora, e as definições sobre quem fica no governo e quais serão os candidatos apoiados pelo presidente em cada estado acontecem de forma intermitente, sem direção clara.

Na quarta-feira, Lula se reuniu com as pessoas que devem compor seu palanque em São Paulo, estado importante para a eleição. Tudo indica que Fernando Haddad disputará o governo. Simone Tebet deve ser a candidata de Lula ao Senado. E o vice-presidente Geraldo Alckmin, que deve ser confirmado na chapa à reeleição, poderá atuar como coordenador, oficial ou informal, da campanha de Lula e de Haddad no estado, sendo um contraponto à gestão de Tarcísio de Freitas.

Se confirmado esse arranjo, Lula terá dado, a menos de um mês do prazo para renúncias, o início da montagem de seu quadro de candidatos no país, um ponto muito importante em uma eleição polarizada e disputada.

A oposição já está mais adiantada na formação de alianças, como mostrou o mapa apresentado por Flávio Bolsonaro na semana passada. Ainda há discordâncias na direita, mas as conversas começaram há mais tempo e envolvem vários partidos.

O ano começou com desgaste na avaliação de Lula, medido em pesquisas públicas e internas do PT e do governo. Não foi só o episódio do carnaval. Contribui para o aumento da rejeição a Lula a impressão, difusa, de que os escândalos do INSS e do Master são de responsabilidade do Executivo.

Este é outro problema que ele e sua equipe demoram a resolver. É difícil entender como Lula volta de viagem ao exterior, encontra várias questões pendentes e não se reúne com os presidentes da Câmara e do Senado para tentar resolvê-las. De pouca utilidade, para o público, é dizer em entrevista que, se o filho tiver de dar explicações sobre o INSS, que dê.

A ideia de associação da sua família a escândalos passados está presente em parte do eleitorado. Episódios como esse reativam essa questão. Subestimar o efeito desse tipo de assunto é um erro.

Davi Alcolumbre já enviou pelo menos dois recados de que está insatisfeito com o governo e quer conversar. Não se trata de atender mais demandas do presidente do Congresso, que já tem cargos e vantagens. Mas não ter um canal constante de diálogo com o comando do Legislativo pode ser um problema para um governo que, desde o primeiro dia, sabe que não tem maioria no Congresso.

Tudo isso resulta em um quadro em que constantemente o Planalto é pego de surpresa com derrotas. Não controla nem a agenda dos projetos que pretende defender na campanha eleitoral, como o fim da jornada 6×1 e a PEC da Segurança, ambos mais dependentes do presidente da Câmara, Hugo Motta, do que de Lula e seus ministros.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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