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Governo exonera diretor-presidente da Agesul preso em operação

O Governo do Estado oficializou a exoneração de Rudi Fiorese do cargo de diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). Fiorese foi preso na última terça-feira (12), durante o cumprimento de mandados da Operação “Buraco Sem Fim”. A investigação apura um suposto esquema de fraudes em contratos de serviços de tapa-buracos em Campo Grande, época em que Fiorese comandava a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos.

A exoneração já havia sido anunciada horas depois da deflagração da operação. Fiorese assumiu a direção da Agesul no dia 2 de fevereiro deste ano. Antes de ingressar no Governo do Estado, ele foi secretário municipal de Obras, cargo que ocupou a partir de 2016, durante a gestão do então prefeito Marcos Trad, o Marquinhos Trad. Em 2023, foi exonerado da prefeitura, um ano após Adriane Lopes assumir o comando da cidade.

Naquele mesmo ano, ao deixar o cargo, Fiorese já havia sido alvo da Operação Cascalhos de Areia, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), junto com outros empresários. A investigação focava em empresas, empreiteiros e servidores municipais supostamente envolvidos em um esquema de corrupção que teria desviado R$ 300 milhões.

A Operação “Buraco Sem Fim” foi deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), em parceria com o Gaeco. Foram cumpridos 7 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Além de Fiorese, foram presos o engenheiro Mehdi Talayeh, que era superintendente de Serviços Públicos da Sisep; Edivaldo Aquino Pereira, responsável pela Gerência de Manutenção de Vias, setor que comanda as operações de tapa-buracos; os servidores Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira; e os empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial Ltda., e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, pai do empreiteiro.

Em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), publicada na terça-feira (12), Mehdi Talayeh e Edivaldo Aquino Pereira foram exonerados de seus cargos. Na publicação desta quarta-feira (13), não consta a saída dos outros servidores presos.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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