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IPTV precisa de TV smart? O que muda numa TV comum

IPTV precisa de TV smart só se o aplicativo for rodar na própria televisão; com uma caixinha no HDMI, qualquer tela de tubo para cá funciona.
IPTV precisa de TV smart

Uma dúvida frequente de quem tem um televisor de 2012 na sala, funcionando sem defeito, é se IPTV precisa de TV smart ou se dá para aproveitar o aparelho que já existe. A resposta é que a TV não precisa ser inteligente. O que precisa existir é algum aparelho capaz de rodar o aplicativo e receber a internet; se não for a própria televisão, é uma caixinha ligada ao HDMI, e ela custa uma fração do preço de uma tela nova.

Este texto explica o que a TV comum tem e o que falta, quais dispositivos preenchem a lacuna, como fica a instalação, o que muda em qualidade de imagem e quanto custa cada caminho. Termina com um roteiro para testar antes de comprar qualquer coisa.

IPTV precisa de TV smart? O que a TV comum não tem

Uma TV sem smart é um monitor com sintonizador: mostra o que entra pela antena, pelo HDMI e pelas entradas antigas de vídeo. Ela não tem sistema operacional, loja de aplicativos nem conexão de rede. Receber canais pela internet exige as três coisas, e é por isso que o serviço não funciona ligado direto a ela.

A TV smart traz tudo isso embutido. Só que embutido não quer dizer melhor: o processador das smart TVs de entrada é lento, a memória é curta e o sistema para de receber atualização depois de alguns anos. Muita smart TV de 2016 hoje roda mais devagar do que uma caixinha de 150 reais ligada num televisor de tubo.

Em outras palavras, o que o serviço pede é um cérebro com internet e uma saída de vídeo. A TV é só a tela.

O que ligar no HDMI da TV comum

Três famílias de aparelho fazem esse papel. A TV Box com Android TV é a mais versátil, com loja completa e controle próprio. O pendrive de streaming, como o da Amazon ou o Chromecast com Google TV, é o mais compacto e some atrás da TV. O decodificador de operadora licenciada, alugado com a assinatura, vem configurado e com suporte. Qualquer um dos três transforma o televisor comum em uma tela conectada, com os mesmos aplicativos que a smart tem.

Antes de comprar, vale ver se o serviço escolhido tem aplicativo para o aparelho escolhido. Um teste IPTV para TV comum de algumas horas, feito na caixinha ou no celular espelhado, mostra se os canais abrem, se a imagem fica boa na tela existente e se vale a compra.

Quem ainda não tem caixinha pode fazer o primeiro teste pelo celular, com um cabo adaptador para HDMI ou pelo espelhamento, só para conferir o serviço. Depois é escolher o aparelho definitivo com calma.

Comparativo dos aparelhos para TV comum

O que cada um entrega
AparelhoPreço aproximadoPonto fortePonto fraco
TV Box AndroidR$ 150 a R$ 400Loja completa, entrada de redeModelos sem homologação
Pendrive HDMIR$ 250 a R$ 450Compacto, fácil de usarSó Wi-Fi na maioria
Decodificador de operadoraAluguel mensalSuporte e configuração prontaPreso ao contrato

Instalação em televisor sem smart, em ordem

  1. Ligar o aparelho a uma entrada HDMI livre e à tomada.
  2. Selecionar a entrada HDMI correta no controle da TV.
  3. Conectar o aparelho ao Wi-Fi ou, melhor, ao cabo de rede.
  4. Instalar o reprodutor de canais pela loja do aparelho.
  5. Inserir os dados do serviço e testar um canal em HD.

A instalação leva menos de meia hora e não exige técnico. O único cuidado é com a entrada: TVs muito antigas têm só uma HDMI, e ela pode estar ocupada pelo aparelho de DVD ou pelo videogame.

E se a TV não tem HDMI

Televisores de tubo e alguns modelos planos até 2008 têm só entradas de vídeo componente ou o conector amarelo, branco e vermelho. Para eles existe o conversor de HDMI para AV, que custa em torno de 40 reais e liga a caixinha à entrada antiga. A imagem sai em SD, o que combina com a tela, e o áudio passa junto. É uma saída para quarto de hóspede ou casa de praia, em que a TV velha continua servindo.

Para uso principal na sala, o tubo com conversor entrega imagem inferior à de qualquer tela plana de segunda mão, e nesse caso trocar o televisor compensa.

Qualidade de imagem na TV comum

A definição final é a da tela. Uma TV Full HD de 2012, com caixinha nova, mostra os canais em Full HD igual a uma smart TV do mesmo painel; uma de 32 polegadas em HD mostra em HD. A caixinha não melhora o painel, mas também não piora, e costuma decodificar o vídeo com mais folga que o chip das smart TVs baratas, com menos travamento em canais de taxa alta.

A diferença aparece só no 4K: a televisão antiga não tem esse painel, e o canal em 4K é reduzido para a definição da tela sem ganho visível. Não vale pagar por plano com 4K para uma tela Full HD.

O mesmo raciocínio vale para HDR e taxa de atualização: recursos que dependem do painel não aparecem em tela antiga, por melhor que seja a caixinha. O ganho dela está na fluidez do menu, na velocidade de troca de canal e na decodificação, não na cor.

Controle remoto e uso no dia a dia

A caixinha vem com controle próprio, e o da TV passa a servir só para ligar e ajustar o volume. Com HDMI-CEC, presente em quase toda TV de tela plana, o controle da caixinha liga e desliga a TV junto, e a família acaba usando um controle só. Aparelhos com comando de voz facilitam achar canal pelo nome, o que ajuda quem tem dificuldade com teclado na tela.

Para idosos, a dica é deixar o reprodutor abrir sozinho ao ligar a caixinha, no último canal assistido, para que a rotina fique igual à da TV de antena.

Quem tem mais de uma televisão antiga em casa pode comprar uma caixinha só e levá-la de um cômodo para outro, já que ela cabe no bolso e liga em qualquer HDMI. A segunda unidade só compensa quando dois cômodos assistem ao mesmo tempo.

Quando comprar uma TV smart de fato

Tela com defeito, tamanho pequeno demais para a sala ou vontade de 4K são os motivos que justificam trocar. Um televisor plano comum, com imagem boa, não é motivo. E mesmo quem compra uma smart nova costuma, dois ou três anos depois, voltar a ligar uma caixinha nela, porque o software embutido envelhece mais rápido que o painel. A caixinha é o investimento que sobrevive à troca de televisor.

Quem for comprar uma TV nova para usar com canais pela internet deve olhar mais o painel e as entradas do que o sistema embutido, porque ele vai ser substituído em poucos anos de qualquer forma.

Perguntas frequentes sobre TV comum

IPTV precisa de TV smart obrigatoriamente?

Não. Precisa de um aparelho que rode o aplicativo e receba internet. Uma caixinha ligada ao HDMI do televisor comum resolve.

TV de tubo funciona?

Funciona com um conversor de HDMI para AV, em SD. Serve para uso secundário; para a sala, um painel plano usado é melhor.

Qual caixinha comprar?

TV Box Android com homologação da Anatel ou pendrive HDMI de marca conhecida. Preferir modelo com entrada de rede por cabo.

A imagem fica pior do que numa smart?

Não. A definição é a do painel, e a caixinha costuma decodificar com mais folga que o chip das smart TVs baratas.

Preciso de técnico para instalar?

Não. É ligar no HDMI, conectar à internet e instalar o aplicativo. Leva menos de meia hora.

A caixinha serve quando eu trocar de TV?

Serve. Ela é independente do televisor e continua útil, já que o software das smart TVs envelhece antes do painel.

Resumo

IPTV precisa de TV smart apenas quando o aplicativo vai rodar na própria televisão; qualquer televisor com entrada HDMI recebe os mesmos canais por uma caixinha de 150 a 400 reais, com imagem igual à do painel e decodificação muitas vezes melhor. Telas sem HDMI se viram com conversor em SD. Trocar a televisão só faz sentido por defeito, tamanho ou 4K, e a caixinha sobrevive à troca.

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