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Memórias da Copa 2026: Haaland e México

Memórias da Copa do Mundo de 2026: destaques e surpresas do torneio

A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, deixou uma série de momentos marcantes que ficarão na memória dos torcedores. Desde a estreia histórica de Curaçao até a consagração de Kylian Mbappé como artilheiro, o torneio foi repleto de histórias curiosas e emocionantes.

Curaçao marcou seu primeiro gol em Copas na partida de abertura contra a Alemanha. Livano Comenencia, autor do feito, declarou: “Joguei com ele no meu PlayStation e agora marquei contra ele”, referindo-se ao goleiro Manuel Neuer. Apesar da derrota por 7 a 1, o gol entrou para a história como o único da equipe no torneio.

A Inglaterra teve um motivo inusitado para comemorar: a música Wonderwall, do Oasis, virou hino não oficial da torcida. Harry Kane descreveu o momento pós-jogo, com os jogadores de braços dados cantando com os fãs, como um dos seus “momentos favoritos na seleção”.

Erling Haaland se tornou um fenômeno da internet. O atacante norueguês chamou atenção não só pelos gols, mas também por carregar um guaxinim de pelúcia e por uma jogada curiosa. Em um vídeo viral, ele persegue o goleiro iraquiano Jalal Hassan em alta velocidade, gerando milhões de visualizações e memes.

A torcida escocesa tomou conta de Boston. Após 28 anos sem participar de uma Copa, os fãs celebraram com músicas e brincadeiras, como colocar cones de trânsito laranja em estátuas famosas da cidade. A prefeita Michelle Wu até recebeu um “cone de Boston” que chegou de Glasgow.

Portugal viveu momentos de altos e baixos. Cristiano Ronaldo marcou seu primeiro gol em fases eliminatórias de Copas contra a Croácia, mas a alegria durou pouco. A equipe foi eliminada pela Espanha na rodada seguinte, com Ronaldo tendo apenas 19 toques na bola em sua despedida do torneio.

A Turquia, que era apontada como uma das favoritas, decepcionou. A equipe foi eliminada na fase de grupos após derrotas para Austrália e Paraguai, que jogou com um jogador a menos. Arda Guler, jovem promessa do time, lamentou: “Todos estão tristes, todos estão chorando”.

O Irã enfrentou dificuldades extras fora de campo. A equipe teve sua base de treinos alterada do Arizona para o México e só pôde entrar nos Estados Unidos um dia antes de suas partidas. Apesar dos obstáculos, o time quase avançou, sendo eliminado por diferença de gols após empate entre Áustria e Argélia.

O México teve um mascote inusitado: Merlin, um pato que virou sensação. O animal foi visto nas comemorações da vitória contra a África do Sul e chegou a ser recebido pela presidente Claudia Sheinbaum. Merlin não pôde assistir aos jogos no estádio devido a regulamentações da Fifa.

A Argentina avançou às quartas de final em meio a polêmicas. Na vitória sobre a Suíça, o árbitro João Pinheiro aplicou a nova regra de identidade equivocada, que resultou na expulsão do atacante suíço Breel Embolo por simulação. O técnico Murat Yakin criticou a decisão: “Essa regra destruiu o jogo hoje”.

O Egito também reclamou da arbitragem na eliminação para a Argentina. O técnico Hossam Hassan afirmou que não assistiria mais aos jogos do torneio, citando um pênalti não marcado e um gol anulado. A partida foi considerada por muitos a melhor da Copa.

Lamine Yamal brilhou em campo, mas quem roubou a cena foi seu irmão de três anos, Keyne. As expressões de alegria do menino durante os jogos conquistaram o público e o transformaram em uma estrela nas redes sociais.

Mikel Merino, da Espanha, se destacou como especialista em gols decisivos. O meia saiu do banco para marcar os gols da vitória contra Portugal e Bélgica em fases eliminatórias consecutivas, mostrando que nem só de grandes estrelas vive o torneio.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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