A APA (Área de Proteção Ambiental) do Guariroba, região onde fica o córrego que abastece 40% de Campo Grande, será o destino da indenização a ser paga pela Rumo Malha Oeste, condenada em processo por poluição. O valor atualizado é de R$ 68.036,08.
Em manifestação anexada ao processo no dia 28 de abril, a promotora Luz Marina Borges Maciel Pinheiro informou ao Judiciário que o montante deve ser revertido para o Fundo Municipal do Meio Ambiente de Campo Grande, com destinação específica para a gestão da unidade de conservação APA Guariroba.
No dia 23 de abril, o juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Ariovaldo Nantes Corrêa, havia questionado o destino do pagamento. Caso não houvesse manifestação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a indenização seria repassada ao Proclima (Fundo Estadual de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas).
Em 23 de janeiro, a empresa comunicou que decidiu cumprir de forma voluntária a condenação judicial e fez o depósito.
Os danos ambientais foram decorrentes de contaminação causada pelo derramamento de óleo no pátio do Terminal Rodoviário, localizado na Avenida Henrique Bertin, 7.371, onde fica o Porto Seco. O vazamento, originado da quebra de uma máquina, ocorreu no dia 29 de maio de 2014.
Novos incidentes foram registrados em 2017, complicando ainda mais a situação ambiental da área afetada. Isso levou à paralisação das atividades no terminal ferroviário e à necessidade de intervenções adicionais para mitigar os danos ambientais.
O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) reduziu o valor de R$ 80 mil para R$ 40 mil, valor atualizado para R$ 68.036,08.
O córrego Guariroba, numa analogia, é como um gigante poço de 35 mil hectares, que capta a água da chuva e nascentes. O santuário para as nascentes do Guariroba fica a 30 km do perímetro urbano, na saída para Três Lagoas.
