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Saúde em 1º lugar: pacientes lotam UPAs durante jogo do Brasil

Saúde em 1º lugar: pacientes lotam UPAs durante jogo do Brasil

No pronto atendimento, pacientes deixam torcida de lado por “saúde em 1º lugar”

As unidades de pronto atendimento de Campo Grande registraram cerca de 60 pessoas na sala de espera durante o jogo do Brasil contra o Japão, primeiro confronto da seleção na fase de mata-mata da Copa do Mundo. A reportagem visitou duas unidades nesta segunda-feira (29) e ouviu de pacientes que a saúde é prioridade.

A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitária tinha algumas cadeiras vazias na recepção, com a maioria de adultos aguardando atendimento. Um deles era Francisco Everton Carvalho, de 27 anos. Trabalhador do setor de silvicultura, ele machucou a perna a caminho do expediente. “Vim ver como ela está”, afirmou.

A unidade não tem televisão na sala de espera, e Francisco não quis acompanhar a partida pelo celular. “Não estou acompanhando o jogo do Brasil, não. Para mim, tudo bem perder a partida. A saúde vem em primeiro lugar”, declarou. Ele chegou por volta das 10h e não havia sido chamado até as 14h, quando deu entrevista.

Também na UPA Universitária, a administradora Deise Martins, de 46 anos, buscava avaliação do pé que torceu ao cair no chão molhado enquanto limpava a cozinha no trabalho. “Chamei o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e foi bem rápido, fui bem atendida”, relatou. Ela não seria liberada do trabalho para assistir ao jogo. “Eu nem estava assistindo”, disse sobre a Copa do Mundo. Era a primeira vez que ia à unidade e chegou quando a partida já estava em andamento.

No PAI (Pronto Atendimento Pediátrico) do CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes, crianças uniformizadas para assistir ao jogo não puderam acompanhar a partida. O funcionário de supermercado e estudante Alan Pereira do Nascimento, de 22 anos, foi liberado do trabalho para ver o jogo, mas precisou ir à UPA para acompanhar a filha. Enquanto a avó da menina estava no consultório, Alan assistia à partida do lado de fora. “Ela acabou de ser atendida pelo pediatra. É um olho no jogo e outro na minha filha. Ela é a prioridade”, afirmou.

Segundo decreto municipal, as unidades de pronto atendimento e os postos de saúde permanecem abertos nos dias de jogos do Brasil pela Copa do Mundo.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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