A Clínica Canela, especializada em emagrecimento, foi notificada durante uma operação realizada nesta quinta-feira (14). Equipes do Procon, Vigilância Sanitária e CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) identificaram irregularidades no local, como medicamentos vencidos e prescrição inadequada de terapia hormonal.
A operação foi desencadeada pela manhã, após uma denúncia encaminhada à Vigilância Sanitária. O trabalho ocorreu na sede da clínica, localizada na Rua Joaquim Murtinho, em Campo Grande. A assessoria do Procon listou as irregularidades encontradas durante a vistoria.
A equipe do CRM identificou medicamentos antiarrítmicos vencidos, insumos faltantes no carrinho de emergência, prescrição inadequada de terapia hormonal e publicidade que, segundo o órgão, induz o paciente ao erro ao divulgar uma especialidade não reconhecida.
A Vigilância Sanitária ainda avalia se houve aquisição e dispensação irregular de produtos, mas já confirmou a presença de medicamentos vencidos, sem detalhar quais seriam.
O Procon apura uma possível venda casada. De acordo com o órgão, o cliente não teria opção de escolher onde comprar o medicamento, que acabaria sendo manipulado pela própria clínica. O órgão também informou não ter localizado o alvará de funcionamento ou o comprovante de pedido de renovação do documento.
A assessoria informou que a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) foi acionada para realizar perícia nos medicamentos armazenados no depósito da clínica.
Inicialmente, o médico Jonathas Canela, proprietário da clínica, negou as irregularidades. Ele afirmou que não trabalha com produtos clandestinos. Segundo ele, “todos os medicamentos utilizados possuem procedência, rastreabilidade, documentação e seguem as normas dos órgãos competentes, incluindo Anvisa, Vigilância Sanitária e demais instituições responsáveis pela fiscalização sanitária no país”.
Após a fiscalização, em um novo contato, Jonathas Canela afirmou que os medicamentos não estão vencidos e que a validade expira neste mês. A assessoria da clínica acrescentou que divulgará uma nota oficial sobre a operação e as irregularidades apontadas pelos órgãos de fiscalização.
