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Colheita do milho atinge 8,2% em MS e segue atrasada

Colheita do milho atinge 8,2% em MS e segue atrasada

A colheita do milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul atingiu 8,2% da área cultivada até o dia 10 de julho. O dado faz parte de um boletim divulgado pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul).

O índice representa aproximadamente 180 mil hectares colhidos. Esse número fica 5,6 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra passada.

O levantamento aponta que o atraso é causado pelo volume de chuva nas principais regiões produtoras nas últimas semanas. A umidade elevada retardou o início da retirada dos grãos. Segundo a entidade, a colheita do milho costuma ganhar velocidade a partir da segunda quinzena de julho.

Entre as regiões, o centro lidera o avanço, com 9,3% da área colhida. A região sul aparece em seguida, com 9%. O norte registra apenas 0,8%, o menor percentual do estado.

A estimativa para a safra foi mantida. A previsão é de cultivo em 2,206 milhões de hectares, produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas. A área ocupada pelo milho corresponde a cerca de 46% da área destinada à soja.

As condições das lavouras permanecem estáveis. O boletim aponta que 71% das áreas estão em boas condições, 18% são regulares e 11% são ruins. A avaliação considera desenvolvimento das plantas, pragas, doenças e potencial produtivo.

A situação varia entre as regiões. O nordeste apresenta o melhor cenário, com 96,7% das lavouras classificadas como boas. A região central tem o maior percentual de áreas em condição ruim, com 23,8%, seguida da sul-fronteira, com 17,7%.

O boletim também cita os efeitos da geada registrada entre 24 e 26 de junho na região sul-fronteira. Os danos atingiram lavouras em fase reprodutiva. A estimativa preliminar indica prejuízo de até 5% da área cultivada nos municípios afetados. A Aprosoja/MS considera o impacto localizado e sem reflexo significativo na produção estadual.

Para as próximas semanas, a entidade recomenda atenção às condições climáticas. A previsão indica continuidade das chuvas de forma irregular em Mato Grosso do Sul, cenário que pode influenciar o ritmo da colheita.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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