Mato Grosso do Sul recebeu 5.156 tubetes de insulina glargina e 1.409 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento. O produto passa a ser distribuído pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em substituição gradual à insulina NPH.
A iniciativa faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso a um tratamento mais moderno para pessoas com diabetes.
Até esta terça-feira (21), o Ministério da Saúde já enviou cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todos os estados brasileiros. A previsão é que a distribuição dos insumos seja concluída em todo o país até o fim do mês.
A insulina glargina é indicada para pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e para pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. O medicamento será disponibilizado nas UBS (Unidades Básicas de Saúde), mediante avaliação clínica e prescrição médica.
Considerada uma insulina de ação prolongada, a glargina representa um avanço no tratamento por, na maioria dos casos, exigir apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem demandar até três aplicações no mesmo período.
Além da praticidade, o medicamento proporciona maior estabilidade no controle da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão ao tratamento, contribuindo para mais segurança e qualidade de vida dos pacientes.
Para ter acesso à insulina glargina, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima com receita médica devidamente emitida e carimbada. Pais, responsáveis ou cuidadores também poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela nova medicação para pacientes que se enquadrem nos critérios estabelecidos.
Antes da troca do tratamento, uma equipe multiprofissional avaliará o quadro clínico do paciente para verificar a indicação da mudança. Também serão fornecidas orientações sobre a técnica correta de aplicação, armazenamento e uso do medicamento.
Junto com a insulina, os pacientes receberão uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração do tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, a substituição da insulina NPH pela glargina está sendo realizada de forma gradual na atenção primária, garantindo a segurança durante a transição. A adoção da insulina glargina no SUS faz parte de uma PDP (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo), iniciativa que busca ampliar a produção nacional do medicamento e garantir maior segurança no abastecimento da rede pública de saúde.
A chegada dos novos lotes ocorre em um momento de necessidade de estoque para Mato Grosso do Sul. Em maio, reportagem do Campo Grande News mostrou que a escassez de insulina nas unidades de saúde de Campo Grande levou pacientes a racionarem doses ou buscarem alternativas por conta própria.
Na ocasião, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que o desabastecimento era reflexo da escassez nacional causada por dificuldades na importação de insumos, conforme comunicado do Ministério da Saúde por meio do Ofício Circular nº 26/2024. A expectativa é que a distribuição da insulina glargina contribua para fortalecer o atendimento aos pacientes do SUS e reduzir os impactos provocados pela falta do medicamento.
