Um programa de capacitação profissional em Campo Grande já atendeu 340 mulheres com cursos gratuitos em diferentes áreas. A Escola de Capacitação da Secretaria Executiva da Mulher (Semu) levou formação para moradoras da Região Urbana do Anhanduizinho e bairros próximos, com o objetivo de ajudar na busca por emprego e na geração de renda.
As opções incluem Assistente Administrativo, Oratória, Design de Sobrancelhas, Manicure e Pedicure, Crochê, Bordado, Cerimonial, Protocolo e Organização de Eventos. A diversidade de cursos reflete o perfil das participantes, que buscam desde o primeiro emprego até a abertura de um negócio próprio.
Kellen Carolin Duarte Orozco, moradora do Aero Rancho, fez capacitações em maquiagem, design de sobrancelhas e cílios. Ela pretende usar o conhecimento para abrir um empreendimento na área da beleza. “Gosto muito da área e, futuramente, quero abrir meu empreendimento nesse ramo. Então, já tenho um norte de como vou poder trabalhar nessa área”, conta. Para ela, a chegada dos cursos ao bairro facilita o acesso à qualificação. “Os cursos vindo para o bairro são muito importantes para nós, mulheres”, resume.
Kiara dos Santos Ogata, de 16 anos, moradora do Jardim Tijuca, escolheu o curso de Oratória. Ela soube da oportunidade por uma amiga da escola e decidiu participar para melhorar a comunicação. “Foi muito bom para mim conseguir adquirir algumas dicas e aprimorar mais meu conhecimento”, diz. A experiência despertou o interesse por novas capacitações, como preparação para entrevistas e apresentação de ideias no futuro profissional.
A venezuelana Leida Yolimar Morocoima vive em Campo Grande há sete anos e chegou aos cursos por indicação de uma profissional do Mais Social. “Eu amo aprender. Gosto muito do conhecimento, e a professora é muito dedicada. Ela gosta de ensinar seus alunos”, afirma. Leida começou recentemente a trabalhar com uma empresa de produtos e pretende continuar buscando conhecimento. A qualificação também funciona como forma de integração para mulheres que chegaram de outros países e precisam reconstruir redes pessoais e profissionais na cidade.
Depois da sala de aula, o desafio é transformar o aprendizado em oportunidade concreta. Para isso, a Semu conta com a Sala da Mulher Empreendedora e o programa Emprega Mulher. Waleska Veiga, responsável pela Sala da Mulher Empreendedora, explica que o atendimento vai desde a criação de um e-mail até a orientação para quem pretende iniciar um negócio. O público inclui mulheres que passaram por situações de vulnerabilidade e buscam uma nova fonte de renda. “Estamos à disposição delas, daquelas mulheres que querem dar um recomeço em suas vidas”, afirma.
A próxima etapa do programa prevê cursos em cinco CRAS, com formação para camareira, recepcionista de hotel, atividades em lanchonetes e cuidadora de idosos. A medida acompanha a expectativa de crescimento econômico com a consolidação da Rota Bioceânica em Campo Grande. Segundo a secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari, a intenção é expandir gradualmente as ações para as sete regiões da cidade.
Para as mulheres que estão começando, o resultado prático aparece na conquista do primeiro cliente, na entrada no mercado de trabalho ou na transformação de uma habilidade em renda dentro de casa. O certificado marca o fim de algumas horas de aprendizado, mas o que realmente importa começa depois dele.
