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Justiça solta PM preso com skunk de R$ 101 mil em MS

Justiça solta PM preso com skunk de R$ 101 mil em MS

A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção de Ingra Laylla Machado de Medeiros, de 19 anos, e concedeu liberdade provisória ao soldado da PMR (Polícia Militar Rodoviária) Luiz Rhuan Horiguchi, de 27 anos. Ambos foram presos em flagrante na tarde de segunda-feira (10), na MS-164, em Maracaju, por equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), durante a Operação Protetor, após a apreensão de skunk avaliada em R$ 101 mil.

A droga, que totalizava 4,1 kg, foi encontrada na mochila de Ingra. Segundo a investigação, a jovem teria aceitado levar o entorpecente de Ponta Porã para Belo Horizonte (MG) por R$ 3 mil. Na audiência de custódia, realizada nesta quarta-feira (12), o juiz Daniel Raymundo da Matta considerou que a quantidade de droga, a origem do entorpecente e a maneira como ele estava guardado demonstram risco à ordem pública. Para o magistrado, os elementos indicam, neste primeiro momento, possível envolvimento da jovem com a entrada e a distribuição de drogas no território nacional.

A Justiça também destacou que o crime investigado é equiparado a hediondo e possui pena máxima superior a quatro anos de reclusão, o que permite que a prisão preventiva seja determinada. Em relação ao policial militar, o entendimento foi diferente. Embora a Justiça tenha considerado que existem elementos para continuar a investigação, o juiz avaliou que ainda não há provas concretas suficientes para determinar a prisão preventiva.

Conforme a decisão, permanecem dúvidas sobre a participação de Luiz Rhuan, incluindo se ele sabia que a passageira transportava a droga e se tinha conhecimento do conteúdo ilícito. A prisão preventiva, segundo o magistrado, não pode ser usada como antecipação da pena nem para resolver dúvidas que ainda precisam ser esclarecidas durante a investigação. Por isso, a Justiça entendeu que seria necessário continuar as investigações antes de definir a responsabilidade do policial.

A decisão também considerou que não foram identificados elementos concretos de que o PM represente risco à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei penal. Por isso, foi concedida liberdade provisória, sem que fossem determinadas medidas cautelares. Com a decisão judicial, foi determinado o alvará de soltura do policial, caso ele não esteja preso por outro motivo. Já contra Ingra foi expedido mandado de prisão preventiva.

Celulares serão periciados

O juiz também autorizou a perícia nos celulares apreendidos com os envolvidos. A medida permitirá que os investigadores tenham acesso e retirem dos aparelhos dados armazenados, incluindo chamadas, mensagens, contatos, fotografias, arquivos e conversas em aplicativos, como o WhatsApp. A intenção é buscar informações que possam ajudar a esclarecer a origem e o destino da droga, além de identificar possíveis outros envolvidos e entender como o transporte era realizado.

Também foi determinada a incineração do entorpecente apreendido, com preservação de amostra para eventual contraprova. O caso continua sendo investigado para esclarecer qual foi a participação de cada um e identificar outros possíveis envolvidos no envio da droga.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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