O senador Nelsinho Trad (PSD) ainda não definiu os nomes que vão compor sua chapa como primeiro e segundo suplentes na candidatura ao Senado. A definição ocorre a uma semana do fim do período de convenções partidárias, que oficializam as candidaturas e coligações. Entre os cotados estão o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil, Carlos Marun (MDB), e o ex-senador Waldemir Moka (MDB).
“É a última mexida. Tem que ter muita calma, conciliar capital político, área de representatividade, regionalidade”, disse Nelsinho ao Campo Grande News na manhã desta quarta-feira (29). O senador comparou a definição dos suplentes com o momento de entrada de padrinhos em um casamento. “Quando já está na fila para entrar e coloca o cravo no paletó, é a última peça do traje do padrinho. Os suplentes são como o cravo”, afirmou.
Segundo Nelsinho, os nomes das lideranças do MDB surgiram como opção depois que o partido declarou apoio à sua candidatura como segundo voto para o Senado. “O MDB decidiu que vai me apoiar. Está no radar não só o nome do Marun, mas o Moka também é um nome aventado pela sua atuação no agro”, disse o senador.
O fechamento da chapa enfrenta um entrave jurídico. O MDB fechou apoio à reeleição do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), e entrará na coligação com a federação UP (União Brasil e PP), PL, PSDB e Republicanos. Esse grupo já tem dois pré-candidatos ao Senado: o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Renan Contar, o Capitão Contar (PL).
De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não são permitidas “coligações cruzadas”. Se um partido se coligou com outro para governador, deve seguir a mesma aliança para o Senado ou lançar candidatura própria isolada. O entendimento é resultado do julgamento de uma consulta pública de 2022. A Corte, por unanimidade, entendeu que partidos coligados na chapa de governo devem ter o mesmo candidato na chapa majoritária para o Senado.
A discussão voltou ao TSE no final do ano passado, com uma nova consulta pública apresentada pela Executiva Nacional do Republicanos. O partido questiona o fato de que, neste ano, a disputa pelo Senado será por duas cadeiras em cada estado. A análise foi distribuída em novembro e será analisada pela ministra Estela Aranha. A expectativa é que uma nova decisão saia nos próximos dias.
À reportagem, Marun reforçou que o MDB é simpático à ideia de apoiar Nelsinho na corrida pelo Senado. “Neste sentido, o partido poderia indicar os suplentes e meu nome foi cogitado. Isto muito me honra. Todavia, existem entraves legais para que o partido se coligue formalmente com Nelsinho para o Senado, haja vista que se coligará com Riedel, que já tem dois candidatos a senador”, disse. O ex-ministro afirmou que está em Brasília para acompanhar de perto o resultado das consultas ao TSE.
