Pedro Bial foi a Bonito, em Mato Grosso do Sul, para participar da 10ª Feira Literária de Bonito (FLIB) e falar sobre livros, inteligência artificial e o futuro da leitura. Mas, longe do palco da feira, ele aproveitou para conhecer a gastronomia local. A recomendação do restaurante Bacuri veio do próprio filho.
Ao contar ao filho que estava no restaurante, o jornalista ouviu uma declaração cheia de entusiasmo. O rapaz, que havia conhecido o lugar dois anos antes, respondeu: “sou obcecado pela comida desse lugar”, revelou Bial. Diante da recomendação, ele foi conferir se a fama dentro da família procedia.
À mesa, Bial fez um percurso pela cozinha regional. Começou com sashimi do piloteiro, inspirado em um prato típico dos barcos de pesca dos rios Miranda e Paraguai, e chipaguassu, um suflê de milho com queijo meia-cura, segundo Sylvio Trujillo, chef e proprietário do Bacuri.
Depois vieram os pratos principais. Bial provou o cupim de colher, receita autoral e carro-chefe do restaurante, e a piraputanga corumbaense, feita a partir de uma receita de dona Iracema Sampaio, escritora e especialista em culinária regional que morreu em 2011.
A avaliação veio espontânea. “Caramba, que comida! E que criatividade bem aplicada, né? Porque, às vezes, você tem uma culinária que fica exibicionista. Nesse caso, não. Tem uma medida, assim, da invenção, mas tudo funciona, né? Tem muito sabor, mas é delicado. É de uma sofisticação, de uma qualidade”, disse.
Quando parecia que a maratona gastronômica estava encerrada, chegaram as sobremesas. Na mesa apareceram goiabada assada com gelato de queijo Nicola, café com leite queimado acompanhado de gelato de natas e cocada assada. “Vai, vai. Deixa eu comer agora. Cara, eu sou viciado em sobremesa”, brincou, antes de provar os doces.
Pedro Bial foi ao restaurante convidado pelos colegas de profissão locais, Carlos Arakaki e Cláudia Gaigher. “Se tem um restaurante que representa bem a cultura e a gastronomia sul-mato-grossense, de uma forma aprofundada, é o Bacuri. Sem dúvida!”, afirma Carlos. No fim, o veredito foi curto. “Bom, hein?”, perguntou Carlos. A resposta de Bial veio no mesmo tom: “Bom demais”.
O chef Sylvio Trujillo não escondeu a satisfação em receber o jornalista e ouvir a avaliação sobre seus pratos. “A definição que ele deu, tanto para a casa quanto para a comida, achei muito sincera”.
A experiência ocorreu durante a passagem do apresentador por Bonito, onde participou, no sábado (11), da 10ª FLIB. Ele falou sobre literatura, inteligência artificial e o risco de um futuro com cada vez menos leitores e escritores. O apresentador gostou tanto que voltou ao Bacuri depois da feira para assistir ao jogo da Inglaterra contra a Noruega pela Copa do Mundo, tomando um choppinho gelado.
O bacuri é uma fruta nativa do Cerrado brasileiro. Possui casca grossa e dura, e uma polpa branca cremosa de sabor único, que mistura um toque adocicado com uma leve acidez. A palavra também é usada popularmente no Brasil como um apelido carinhoso para se referir a crianças, bebês ou filhos pequenos.
