nodiario.com»Notícias»Perícia refaz medições em local onde mulher perdeu perna

Perícia refaz medições em local onde mulher perdeu perna

Perícia refaz medições em local onde mulher perdeu perna

Um trecho da Rua Brilhante, no centro de Campo Grande, foi parcialmente interditado nesta terça-feira (9) para que a equipe de perícia da 6ª Delegacia de Polícia realizasse novas medições. O trabalho teve como objetivo complementar o laudo do acidente que resultou na amputação da perna da comerciante Jamile Domingues, de 42 anos.

O acidente ocorreu no dia 14 de março. O impacto foi tão forte que o membro inferior da vítima foi encontrado a 50 metros do local da colisão. De acordo com o delegado Sam Suzumura, o inquérito do caso já foi encerrado, mas o laudo final ainda estava pendente.

“Faltavam alguns cálculos e medições do local para que o laudo fosse concluído. Por isso, solicitamos a presença da equipe de perícia no local. Não se trata de uma reconstituição, apenas de complementação técnica”, explicou Suzumura.

As novas análises contaram com uma equipe de peritos, que aferiram medidas detalhadas da via e conferiram aspectos que ainda precisavam ser registrados para fechar o documento oficial. A interdição gerou bloqueios temporários para veículos, e os motoristas foram orientados a buscar rotas alternativas.

A vítima sofreu a amputação de uma das pernas após ser atingida pelo veículo dirigido pelo acusado, Reinaldo Henrique da Silva Pamplona, de 28 anos. Ele foi preso 54 dias depois em Santa Catarina. Familiares da vítima relataram o impacto físico e emocional do episódio. “Estou em choque até agora”, disse o marido Dorival Ribeiro, de 47 anos.

O carro, um Citroën C3 preto, foi localizado na residência do suspeito e apreendido para perícia. Conforme o delegado Sam Ricardo Aranha Suzumura, o veículo apresentava avarias compatíveis com o acidente, incluindo retrovisor danificado e o vidro do passageiro quebrado.

A perita criminal Andreza Inglise explicou que, devido à baixa qualidade das imagens do acidente, foi necessário deslocar a equipe até o local para refazer as medições e aplicar uma metodologia alternativa. “Estamos analisando a região para entender melhor a dinâmica e tentar calcular a velocidade do veículo que atropelou a moça”, afirmou.

Ela acrescentou que a prática não é inédita e envolve experimentos com metodologias já consolidadas e testes de novos aplicativos para comparação dos resultados. “O cálculo inicial é mais rápido, mas o novo teste demanda mais tempo. Depois vamos comparar os dois métodos”, detalhou a perita.

Avatar photo

Sobre o autor: Sofia Almeida

Ver todos os posts →