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Ressonância com sedação: quando o exame exige mais que paciência

Ressonância com sedação: quando o exame exige mais que paciência

Entrar no aparelho é apenas uma etapa do exame de ressonância magnética. A dificuldade para alguns pacientes começa quando é necessário ficar deitado, praticamente imóvel, enquanto o equipamento capta imagens em diferentes sequências. O tempo do procedimento varia conforme a região examinada e o protocolo utilizado, podendo durar de 20 a 30 minutos ou mais. Qualquer movimento durante a aquisição pode prejudicar as imagens e exigir que a equipe repita as sequências.

Recém-nascidos, crianças pequenas, pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e pacientes com claustrofobia ou ansiedade intensa podem ter dificuldade para permanecer imóveis dentro do equipamento. Nesses casos, a sedação pode ser considerada, mas somente após uma avaliação individual. Em Campo Grande, o Hospital Proncor realiza ressonância magnética com sedação, com acompanhamento de equipe de anestesiologia, conforme informações do próprio serviço.

Quando ficar parado é o maior desafio

O problema não está relacionado a dor. A ressonância não utiliza radiação ionizante, mas exige que o paciente permaneça dentro do aparelho durante a captura das imagens. O Hospital Proncor afirma que mantém recursos de conforto visual, auditivo e comunicação com a equipe para pacientes que sentem desconforto ou claustrofobia durante o exame.

Com crianças pequenas, a dificuldade é perceptível. Mesmo compreendendo as orientações, muitas não conseguem ficar imóveis pelo tempo necessário, o que pode comprometer as sequências e forçar a repetição. Para algumas pessoas com TEA, há também questões de adaptação ao ambiente, aos sons do equipamento e à necessidade de manter uma posição fixa. A reação varia de pessoa para pessoa, por isso a avaliação precisa ser individual.

O Censo 2022 foi o primeiro a investigar o diagnóstico de TEA no Brasil. O IBGE identificou 2,4 milhões de pessoas com o transtorno no país, o que equivale a 1,2% da população. Em Mato Grosso do Sul, são 29.088 pessoas, cerca de 1,1% da população estadual, segundo dados organizados pelo Observatório da Cidadania de Mato Grosso do Sul, da UFMS.

E quando o problema é o tubo?

Pessoas que sentem desconforto em elevadores lotados ou espaços apertados podem apresentar a mesma sensação durante o exame. Ao deitar e ser deslizado para dentro do aparelho, o paciente vê o teto a poucos centímetros do rosto, ouve o barulho forte e recebe a orientação para não se mover. Nesse momento, alguns sentem o coração acelerar, começam a suar e respiram mais rápido, com vontade de interromper o procedimento. Mesmo sabendo que há acompanhamento da equipe, alguns apertam a campainha e pedem para parar. Isso significa que nem todo exame agendado termina com imagens suficientes para o resultado esperado.

Quando a sedação é indicada

A sedação não é uma etapa automática do exame. Ela é avaliada quando o paciente não consegue permanecer imóvel, e a decisão depende de avaliação clínica. No Hospital Proncor, os exames com sedação são acompanhados por anestesiologista, com acesso venoso, monitorização durante o procedimento e período de recuperação após o término, antes da liberação do paciente.

Quando o paciente não consegue ficar parado, a qualidade das imagens pode ser comprometida e algumas sequências precisam ser repetidas. Em casos de crianças pequenas, autismo, claustrofobia ou ansiedade intensa, a sedação pode ajudar a realizar o exame com mais tranquilidade. A indicação é sempre individual e considera histórico clínico, idade, condições de saúde, tipo de ressonância e capacidade de colaboração do paciente.

Há pacientes que conseguem fazer o exame sem sedação após orientação e preparo adequados. Outros precisam de uma estratégia diferente para concluir o procedimento com segurança e qualidade.

Estrutura hospitalar

O Centro de Diagnósticos do Proncor reúne no mesmo serviço ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, radiologia intervencionista e raio-X. O hospital também mantém pronto-socorro 24 horas e UTI. Para exames que envolvem sedação, a estrutura hospitalar oferece retaguarda assistencial caso seja necessária alguma intervenção durante o atendimento.

O Hospital Proncor realiza ressonância magnética em Campo Grande. A central de atendimento é o 3003-3230, com funcionamento das 6h às 19h. O agendamento também pode ser feito pelo telefone (67) 99693-4328, pelo site www.hospitalproncor.com.br ou pelo WhatsApp da assistente virtual Dora, no número (21) 2101-2658. O hospital atende pacientes de convênios e particulares.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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