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Homem que atacou parada gay em Berlim cumpriu menos de 2 anos de prisão

O homem de 21 anos condenado em 2025 por tentar se juntar ao Estado Islâmico (ISIS) e acusado de atropelar a parada do orgulho LGBTQIA+ de Berlim foi morto a tiros pela polícia no domingo, informou uma autoridade sênior da polícia alemã à CBS News.

Segundo a autoridade, o suspeito avançou em direção aos policiais com uma faca, e os agentes atiraram. O confronto ocorreu em uma colônia de jardins no subúrbio de Spandau. Ele morreu no local.

O ministro do Interior da Alemanha identificou o suspeito como Abdul Ballout, um cidadão alemão de origem libanesa. A polícia o descreveu como parte da “cena islamista” de Berlim e alguém já conhecido das autoridades.

Na noite de sábado, Ballout supostamente dirigiu uma van contra uma multidão reunida perto das celebrações anuais do Christopher Street Day, em Berlim. Ele então continuou o ataque a pé e, segundo o ministro do Interior, feriu pessoas com um facão. Uma mulher morreu e pelo menos 29 pessoas ficaram feridas.

Em 3 de julho, apenas três semanas e meia antes do ataque de sábado, a polícia revistou a casa de Ballout em Berlim-Schöneberg, por suspeita de violação da Lei de Armas da Alemanha. No entanto, os agentes foram embora após encontrarem apenas uma arma de brinquedo, e o caso foi arquivado.

No domingo, o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, disse que “tudo o que vemos aqui aponta para um ataque terrorista islâmico”. Dobrindt afirmou que Ballout nasceu na Alemanha e que sua mãe foi naturalizada em 2002, três anos antes de ele nascer. O suspeito já havia sido condenado em Berlim no passado.

Promotores de Berlim disseram que Ballout compartilhou propaganda do ISIS no Instagram em 2024 e, no ano seguinte, viajou para o Líbano “com a intenção de prosseguir para a Síria para se juntar ao ISIS”. Ele foi preso e condenado a três meses de prisão. Retornou à Alemanha em novembro de 2025 e foi preso em maio por “preparar um ato grave de violência subversiva”, segundo os promotores.

Ele foi condenado a um ano e dez meses de prisão, mas a pena foi suspensa, em parte pelo tempo já cumprido no Líbano e em prisão preventiva, e em parte porque ele confessou os crimes e se distanciou do ISIS, disseram os promotores.

A polícia acredita que Ballout alugou o veículo usado no ataque. Ele foi descrito como magro, com cerca de 1,90m de altura, cabelo preto e vestindo um moletom preto com calças brancas.

As autoridades investigam se Ballout agiu sozinho. Um homem de cidadania iraniana foi preso após o ataque, mas a polícia não confirmou seu envolvimento. Fontes de inteligência disseram à CBS News que informações preliminares não sugerem ligação entre o suspeito e os Estados Unidos.

“Não se deixem intimidar”, disse Dobrindt no domingo. “Esses atos têm apenas um propósito: dividir nossa sociedade.” O serviço de bombeiros de Berlim informou que, entre os feridos, três têm ferimentos com risco de vida, oito ficaram gravemente feridos e cinco tiveram ferimentos leves. A polícia não identificou a vítima fatal.

O ataque ocorreu a algumas centenas de metros de uma festa perto do Portão de Brandemburgo, que encerraria o festival do orgulho da cidade. Na tarde de domingo, centenas de enlutados se reuniram em um memorial no portão, depositando flores, velas, bandeiras do arco-íris e cartazes.

O ataque é o mais recente de uma série que deixou o país lidando com questões de segurança pública. Seis pessoas morreram e centenas ficaram feridas quando um carro atingiu um mercado de Natal em Magdeburg, em dezembro de 2024. Dois meses depois, um carro avançou sobre manifestantes sindicais em Munique, matando uma mulher e sua filha de dois anos. Mais duas pessoas morreram em março de 2025, quando um carro atingiu uma multidão em Mannheim.

Os ataques têm motivações diferentes, mas mantiveram imigração, segurança e extremismo no centro da política alemã. Os debates também alimentaram o apoio ao partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e pressionaram o chanceler Olaf Scholz e os partidos tradicionais a convencer os eleitores de que podem manter o país seguro.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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