Dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde) apontam que os casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul apresentam tendência de queda após atingir o pico nas últimas semanas epidemiológicas. Apesar da desaceleração, o secretário Maurício Simões afirma que o momento ainda exige cautela, principalmente diante dos efeitos prolongados da doença.
De acordo com o gráfico da secretaria, a curva de notificações cresceu de forma gradual nas primeiras semanas do ano, com salto mais acentuado a partir da semana 10, quando os registros passaram de 359 para 800 casos. O pico ocorreu na semana 12, com 1.195 notificações. Desde então, há oscilação seguida de queda, chegando a 857 casos na semana 16 e recuo mais brusco na semana 17, com 46 casos.
“A gente tem observado que, embora a taxa de positividade exista alta, o número vem decrescendo”, afirmou o secretário. Mesmo com a redução, Simões destaca que o Estado ainda está em um patamar elevado da doença. “Eu sempre gosto de ser um otimista, espero que sim. Acho que o pior já passou em termos de uma curva crescente”, disse.
Forma crônica da doença
O secretário destacou que em Dourados, um dos municípios que decretaram situação de emergência, o Estado disponibilizou 15 leitos clínicos exclusivos para chikungunya e a ocupação não ultrapassou 10 pacientes ao longo do período. “Ou seja, a gente tem que se preocupar mais com a questão da chikungunya no médio prazo, não é simplesmente a epidemia, o processo agudo”, afirmou.
A preocupação, segundo ele, está nos casos que evoluem para a forma crônica da doença, que pode causar dores persistentes e impactar a qualidade de vida dos pacientes. Para isso, a SES tem promovido capacitações com profissionais de saúde sobre o manejo desses quadros.
Apesar do otimismo com a tendência de queda de casos, o secretário reforça que o cenário não permite relaxamento nas medidas de prevenção. “O pior já passou mas não pode refrescar no combate, tem a doença crônica ainda a ser enfrentada”, declarou.
Sobre a vacinação, Simões explicou que a oferta depende do Ministério da Saúde, já que o imunizante ainda está em fase experimental. Ele também disse não ter dados atualizados sobre a cobertura vacinal no Estado. Até o momento, segundo o secretário, não houve solicitação de recursos financeiros por parte dos municípios ao Estado relacionada à chikungunya.
